Conflito fundiário chega ao fim com acordo de R$ 584 milhões
Um dos maiores conflitos fundiários do Brasil chegou ao fim com a homologação de um acordo entre o governo federal e as empresas Araupel S/A e Rio das Cobras...

Um dos maiores conflitos fundiários do Brasil chegou ao fim com a homologação de um acordo entre o governo federal e as empresas Araupel S/A e Rio das Cobras Florestal Ltda.
O entendimento, firmado no Tribunal de Justiça do Paraná, prevê o pagamento de R$ 584,7 milhões em indenizações e encerra uma disputa que se arrastava há mais de duas décadas na região de Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu.
Ao todo, 23,7 mil hectares das glebas Pinhal Ralo e Rio das Cobras serão destinados à regularização de cerca de 3 mil famílias que vivem em assentamentos já consolidados, como Celso Furtado, 10 de Maio, Herdeiros da Terra, Dom Tomás Balduino e Nova Conquista.
A Araupel, tradicional empresa de reflorestamento e beneficiamento de madeira, receberá R$ 552,6 milhões, enquanto a Rio das Cobras Florestal terá direito a R$ 32,1 milhões.
Os valores serão pagos por meio de precatórios, com emissão prevista até janeiro de 2026. Para os agricultores e produtores da região, o acordo representa um marco de pacificação, trazendo segurança jurídica e estabilidade para o campo.
A expectativa é que, com a situação resolvida, haja mais espaço para investimentos, fortalecimento da agricultura familiar e integração das cadeias produtivas locais.
O caso Araupel, marcado por disputas judiciais e episódios de tensão, traz segurança jurídica.
Histórico do conflito
A Araupel, empresa de reflorestamento e beneficiamento de madeira, atua há mais de 40 anos no Paraná. Ao longo das últimas décadas, parte de suas terras foi alvo de disputas judiciais e ocupações, resultando em episódios de violência, incluindo mortes e insegurança.
O acordo representa um marco ao transformar áreas contestadas em assentamentos oficialmente reconhecidos, encerrando um impasse que se arrastava desde os anos 1990.
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