Agricultor é sequestrado na fronteira do Brasil com o Paraguai
O agricultor identificado como Almir de Brum da Silva, de 32 anos, está desaparecido desde o último sábado (21), enquanto realizava a colheita de soja em uma propriedade rural...

O agricultor identificado como Almir de Brum da Silva, de 32 anos, está desaparecido desde o último sábado (21), enquanto realizava a colheita de soja em uma propriedade rural no Departamento de Caaguazú, no Paraguai, a cerca de 150 quilômetros da fronteira com o Brasil.
Almir deixou de responder às tentativas de contato feitas pelo pai e, diante da falta de notícias, familiares foram até a propriedade. Eles encontraram a colheitadeira utilizada por ele com o motor ainda ligado. Próximo à máquina, também teriam sido localizados panfletos atribuídos ao grupo e um bilhete escrito à mão. O conteúdo das exigências não foi divulgado pelas autoridades.
Equipes da polícia e das Forças Armadas paraguaias realizam buscas na região, inclusive em áreas próximas à fronteira com Mato Grosso do Sul, na tentativa de localizar o agricultor.
O ministro do Conselho de Defesa Nacional, almirante Cíbar Benítez, afirmou que a prioridade do governo é resgatar o brasileiro com vida, pois pode ter sido sequestrado por guerrilheiros. “O EPP ainda existe. Já não é como antes, o número de integrantes diminuiu bastante, mas ainda opera”, declarou.
O governo do Paraguai enviou ao local o ministro da Defesa, Oscar González, que coordena as operações. De acordo com autoridades envolvidas na investigação, a família do agricultor é de origem humilde, apesar de atuar no cultivo de soja na região.
A Fiscalia, órgão equivalente ao Ministério Público brasileiro, decretou o bloqueio das contas bancárias de familiares do agricultor. A medida é para evitar pagamento do resgate em negociações sem acompanhamento da polícia.
O chefe do departamento antissequestro da Polícia Nacional, comissário Juan Pereira, informou que os familiares de Almir só poderão movimentar as contas para gastos cotidianos, sem acesso ao saldo total. “Há uma lei vigente estabelecendo que familiares de sequestrados não podem aceitar qualquer exigência dos sequestradores. Até agora não houve nenhum pedido de resgate”, afirmou.
(Com Banda B e Campo Grande News)
Links úteis
Participe do nosso grupo no WhatsApp
Siga-nos nas Redes sociais
-
1Estado e BRDE firmam compromissos em projeto de créditos de biodiversidade
-
2Leite deve pagar melhor ao produtor, enquanto preços sobem no mercado
-
3Operação resgata 29 cutias em criadouro clandestino
-
4Justiça mantém multa de R$ 6 milhões por desmatamento
-
5Temporais e ventos fortes causam estragos no Sul












