Cooperativismo

ExpoSoja: Dilvo fala sobre agro, cooperação e potenciais do Piauí e Nordeste

O diretor-presidente do Conselho de Administração da Coopavel, Dilvo Grolli, foi um dos líderes cooperativistas convidados pela Associação de Produtores Rurais de Nova Santa Rosa para compartilhar informações sobre...

Redação Agro7

Redação Agro7

ExpoSoja: Dilvo fala sobre agro, cooperação e potenciais do Piauí e Nordeste
Imagem: Assessoria Coopavel

Compartilhe:

O diretor-presidente do Conselho de Administração da Coopavel, Dilvo Grolli, foi um dos líderes cooperativistas convidados pela Associação de Produtores Rurais de Nova Santa Rosa para compartilhar informações sobre agro e cooperação durante a 17ª edição da ExpoSoja. Realizada neste mês de maio em Nova Santa Rosa, distrito de Uruçuí, no Sul do Piauí, a feira é a maior do calendário agropecuário do Estado e neste ano recebeu cerca de 30 mil visitantes e movimentou R$ 1 bilhão em negócios.

Dirigindo-se a produtores rurais e a líderes da cadeia do agronegócio do Piauí e estados vizinhos, Dilvo falou sobre os potenciais de crescimento da agricultura no Nordeste. A produção atual da região é de 33 milhões de toneladas, mas esse volume poderá ser dobrado em 15 anos. “O Nordeste tem 18 milhões de hectares disponíveis para ampliação da atividade agrícola sem necessidade de derrubar uma única árvore, tem tecnologia, produtores e entidades comprometidas com o desenvolvimento”, comentou Dilvo, falando que agregar valor às safras de milho e soja devem orientar o horizonte de quem mira a prosperidade.

O agro brasileiro

A produção de grãos cresceu 356% de 1990 até 2025 no País, média de 5% ao ano, enquanto a área destinada a cultivos subiu 83% no mesmo período. “A tecnologia elevou a produtividade e fez do Brasil um dos maiores celeiros de grãos e proteínas do mundo”, comentou o presidente da Coopavel. O Sul e o Centro-Oeste respondem por 75% da produção nacional de grãos, o Sudoeste por 9%, o Nordeste por 9% e o Norte por 7%. A safra 2025/2026 deverá colher 356 milhões de toneladas, alcançando 400 milhões nos próximos quatro anos.

O Brasil é o maior produtor mundial de soja, com 179 milhões, à frente dos Estados Unidos, com 118 milhões, e da Argentina, com 48,5 milhões. No milho, os Estados Unidos lideram com 432 milhões de toneladas, seguido da China com 301 milhões e do Brasil, com 139,5 milhões. Dilvo citou o peso da inovação no aumento da produtividade, e exemplificou com o milho. A média no Brasil é de 6,2 mil quilos por hectare, nos Estados Unidos é de 11,1 mil, no Oeste do Paraná é de 11,1 mil e no Show Rural Coopavel chega a 13,8 mil quilos.

Mesmo com números tão bons, o presidente da Coopavel fez um alerta diante das dificuldades da geopolítica mundial. Ele enumerou como desafios a recessão, o aumento da inflação em vários países, a elevação das taxas de juros, o crescimento das despesas dos governos, as guerras e os gargalos da infraestrutura como um dificultador adicional ao Brasil. O custo médio para o transporte de uma tonelada de grãos, por distância de mil quilômetros, é de US$ 30 nos Estados Unidos, de US$ 40 na Argentina, de US$ 60 no Paraná e de US$ 75 no Brasil.

Proteínas

Produtores rurais, líderes e técnicos do agro do Nordeste também conheceram mais sobre a atualidade da produção de proteínas. O Sul, afirmou Dilvo Grolli, responde por 59,4% da produção de carne de frango, dado que contribui para fazer do Brasil o maior exportador da proteína, com 5,3 milhões de toneladas. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 67,7% da produção de suínos, totalizando 5,5 milhões de toneladas (quarto maior do mundo) e exportações de 1,8 milhão de toneladas. Na carne bovina, o País produz 12,3 milhões e é o maior exportador, com 3,5 milhões de toneladas.

Cooperativismo

A força do cooperativismo paranaense ganhou destaque na palestra de Dilvo na ExpoSoja. Dos 45 milhões de toneladas de grãos da safra atual, 70% da soja passam pelas cooperativas do Estado, 62% do milho e 55% do trigo. Nas proteínas, 48% do frango, 46% dos suínos, 43% do leite e 30% do peixe. As 255 cooperativas em atividade no Estado faturaram, em 2025, R$ 221 bilhões (R$ 183,6 bilhões somente pelas cooperativas agropecuárias), com R$ 40 bilhões em exportações e R$ 9,2 bilhões em investimentos. Das 160 agroindústrias de cooperativas no Paraná, 18 são da Coopavel.

De acordo com o Dilvo, o cooperativismo cria condições para minis e pequenos produtores rurais ter as mesmas condições dos grandes na hora de comercializar a sua produção. “O Paraná, devido à sua característica e distribuição de propriedades rurais, com 74% de minis e pequenas, conta com o cooperativismo mais desenvolvido do País”. Segundo ele, para uma cooperativa ter sucesso ela precisa observar e praticar os princípios que regem esse modelo de organização produtiva e empresarial, combater monopólios e trabalhar com foco na distribuição de renda aos seus cooperados. Dilvo destacou ainda o compromisso do Brasil com a proteção de seus recursos naturais e de produzir conforme os conceitos da sustentabilidade.

(Com informações de Assessoria Show Rural Coopavel)

Compartilhe:

Links úteis

Participe do nosso grupo no WhatsApp