Agro forte: Genética suína e supersafra impulsionam o Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o novo Boletim Conjuntural com os dados da última semana...

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o novo Boletim Conjuntural com os dados da última semana de fevereiro, revelando um cenário de protagonismo do Paraná no agronegócio nacional e internacional.
Entre os destaques, o Estado consolidou sua liderança como maior exportador brasileiro de suínos reprodutores de raça pura. Em 2025, o Paraná respondeu por 62,1% da receita nacional nesse segmento de alto valor genético, somando US$ 1,087 milhão, com o Paraguai como principal destino. O desempenho reforça a qualidade sanitária e o elevado padrão tecnológico do rebanho paranaense, que também abastece mercados como Argentina, Uruguai e Bolívia. Para a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz, a preferência internacional evidencia a excelência genética e a segurança sanitária do Estado.
Pecuária em alta e atenção ao mercado externo
No cenário da carne bovina, as exportações brasileiras alcançaram 258,94 mil toneladas no período analisado — um avanço superior a 25% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do ritmo forte, o setor monitora com cautela a cota de importação da China, fixada em 1,1 milhão de toneladas. Apenas em janeiro, mais de 10% desse volume já foi utilizado, o que pode provocar oscilações nos preços ao longo do ano.
Enquanto isso, outros mercados seguem ampliando as compras. No mercado interno, os preços da maioria dos cortes bovinos pesquisados pelo Deral registraram alta, com destaque para o filé mignon, que acumula valorização de 17% em 12 meses.
Frango mantém rentabilidade
Na avicultura de corte, o produtor paranaense encerrou 2025 com margens positivas. O custo de produção do frango vivo ficou em R$ 4,65/kg, recuo de 2,9% frente ao ano anterior, impulsionado principalmente pela queda de 8,92% nos preços da ração. Já o valor médio recebido pelo produtor foi de R$ 4,92/kg — 4,2% acima do custo médio anual — preservando a rentabilidade de um setor que lidera as exportações de carne no Brasil.
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