Arrozeiros enfrentam nova pressão: diesel some e preço sobe mais de R$ 1,20
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) manifestou preocupação nesta sexta-feira (6) diante de relatos de produtores rurais sobre dificuldades no recebimento de óleo...

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) manifestou preocupação nesta sexta-feira (6) diante de relatos de produtores rurais sobre dificuldades no recebimento de óleo diesel previamente agendado em diferentes regiões do Estado. Segundo a entidade, alguns pedidos teriam sido cancelados sob a justificativa de desabastecimento, ao mesmo tempo em que foi registrado aumento superior a R$ 1,20 por litro do combustível nas últimas horas.
Em nota assinada pelo diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, a federação informou que acompanha atentamente a situação e os possíveis impactos no mercado. A entidade destacou que eventuais indícios de irregularidades comerciais envolvendo integrantes da cadeia de abastecimento de combustíveis poderão resultar na adoção de medidas legais.
De acordo com a manifestação, suspeitas de práticas que possam causar prejuízos a produtores e consumidores poderão ser levadas às esferas administrativa, cível e penal, conforme prevê a legislação brasileira.
A preocupação ocorre em um momento considerado delicado para o setor arrozeiro gaúcho. Conforme a Federarroz, os produtores enfrentam uma das maiores crises de preços da história da atividade, com valores de comercialização abaixo do custo de produção.
Atualmente, a saca de arroz é negociada, em média, por cerca de R$ 55, enquanto o custo de produção varia entre R$ 85 e R$ 90, dependendo do sistema produtivo adotado nas propriedades. O cenário tem pressionado a rentabilidade da atividade em diversas regiões produtoras do Estado.
Além da situação dos preços, os produtores estão no início da colheita da safra 2025/2026, período que demanda grande volume de combustível para o funcionamento de máquinas agrícolas e para o transporte da produção. A eventual dificuldade no abastecimento de diesel, segundo a entidade, pode comprometer o andamento dos trabalhos no campo.
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