Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Por Redação Agro7
O Sul do Brasil volta a testemunhar uma sucessão de fenômenos meteorológicos severos, com graves impactos para a população e, especialmente, para o agronegócio. Nos últimos dias, cidades sofreram com um tornado devastador, seguido por chuvas de granizo em diferentes regiões — uma combinação que acendeu o alerta entre produtores rurais.
No dia 7 de novembro, o município paranaense de Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado de altíssima intensidade, que deixou um rastro de destruição urbana e rural. Conforme o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o fenômeno foi classificado como F3, com ventos estimados entre 300 e 330 km/h.
Outros dois tornados também foram confirmados naquela noite no Estado: um em Guarapuava (provavelmente F2) e outro em Turvo. Segundo a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreu algum tipo de dano.
Quanto ao balanço humano, foram registradas 6 mortes e centenas de feridos. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) trabalha agora no mapeamento dos estragos por meio de imagens de satélite, para orientar a reconstrução e os esforços de socorro.
Especialistas meteorológicos já apontam que a combinação de calor, umidade elevada e um sistema de baixa pressão (ciclone extratropical) criou condições extremamente propícias para tempestades severas e para a formação de supercélulas — nuvens capazes de gerar tornados e granizo destrutivo.
Logo após esse episódio dramático, novas instabilidades se espalharam pela região Sul, desta vez com chuvas granizadas intensas — e em alguns casos, com pedras de gelo gigantes.
Embora as pedras de gelo tenham sido descritas como muito grandes por testemunhas, ainda não há uma medição oficial generalizada sobre o diâmetro das pedras nesses eventos recentes.
Para o setor agropecuário, essa instabilidade crescente representa uma preocupação real.
A soma desses episódios — tornado com ventos extremos, granizo volumoso e recorrência de tempestades severas — reforça que o sul do Brasil está atravessando uma fase de clima atipicamente agressivo. Especialistas apontam que esses fenômenos podem estar associados a mudanças climáticas, que intensificam a instabilidade atmosférica.
Para o agronegócio, o recado é claro: é urgente investir em resiliência climática. A adaptação passa não apenas por seguros e infraestrutura, mas também por sistemas de alerta mais eficientes, planejamento de riscos e solidariedade nas cadeias produtivas para enfrentar choques como esse.
Enquanto isso, as autoridades federais, estaduais e locais enfrentam o desafio imediato de socorrer as regiões afetadas, reconstruir, contabilizar perdas e oferecer suporte técnico e financeiro aos produtores mais atingidos.
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