Foto: Jean Paterno
A terceira das quatro pré-assembleias do Sistema Ocepar foi realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira, reunindo presidentes, diretores e líderes de diversas cooperativas da região Oeste do Paraná. O encontro integrou a programação dos Encontros de Núcleos Cooperativos e consolida-se como um importante espaço de diálogo entre dirigentes do setor, que debateram temas estratégicos conectados ao agronegócio e às perspectivas de crescimento do cooperativismo paranaense.
Durante as discussões, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, chamou a atenção para fatores que exigem reflexão e planejamento por parte das líderes do setor. Segundo ele, mesmo que o cooperativismo continue demonstrando capacidade de crescimento, organização e bons resultados, há desafios relevantes no horizonte que precisam ser enfrentados para garantir competitividade e continuidade dos investimentos.
Alertas
“Temos questões estruturais que precisam ser observadas com muita atenção pelos cooperativistas”, destacou Dilvo. Entre os pontos citados pelo presidente da Coopavel estão problemas relacionados à infraestrutura logística, que elevam significativamente os custos operacionais das cooperativas e dos produtores. Também mencionou o impacto das altas taxas de juros, que dificultam o acesso ao crédito e acabam inibindo novos investimentos no campo e na agroindústria. Outro aspecto ressaltado foi a elevada carga tributária, considerada um fator que pressiona a produção e reduz margens em um setor que já convive com riscos climáticos e oscilações de mercado.
Energia elétrica
Além dessas preocupações estruturais, a pauta do encontro também trouxe à discussão um tema cada vez mais central para o agronegócio moderno: a energia elétrica. Com cadeias produtivas cada vez mais tecnificadas e dependentes de processos industriais, o fornecimento contínuo e confiável de energia torna-se um dos pilares imprescindíveis para a competitividade do setor.
Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o crescimento das cooperativas e o avanço da agroindustrialização ampliam significativamente a demanda energética no interior do Paraná. “Nossas cooperativas estão investindo cada vez mais e estão mais tecnificadas, por isso, dependem de um fornecimento confiável para garantir produtividade, segurança sanitária e competitividade. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor tem ampliado significativamente a demanda por energia no interior do Estado”, ressaltou.
Copel Agro
Nesse contexto, a reunião foi palco do lançamento oficial do Programa Copel Agro, iniciativa apresentada pelo presidente da empresa, Daniel Slaviero. A proposta estabelece um canal exclusivo de relacionamento com produtores rurais, com equipes de teleatendimento disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana. A estrutura contará com reforço de equipes técnicas e de campo voltadas ao atendimento de demandas emergenciais, execução de obras e desenvolvimento de projetos direcionados ao meio rural.
O programa pretende oferecer respostas mais rápidas às cooperativas e produtores ligados a cadeias produtivas que dependem diretamente do fornecimento ininterrupto de energia, como avicultura, piscicultura, laticínios e fumicultura. Além disso, a iniciativa prevê incentivo à conexão à rede trifásica por meio do projeto Se Liga Aí, Paraná! e, em uma segunda etapa, apoio para a substituição de motores e aquisição de baterias com recursos do Programa de Eficiência Energética da companhia.
Levantamento recente do sistema cooperativista indica que as cooperativas agropecuárias do Paraná consomem atualmente cerca de 2,3 terawatts-hora de energia por ano, volume que deve crescer mais de 30% até 2032. Esse cenário reforça a necessidade de investimentos contínuos na rede elétrica, na expansão da infraestrutura e na incorporação de novas tecnologias capazes de acompanhar o ritmo de crescimento da agroindústria.
(Com informações de Show Rural Coopavel)
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