Agricultura

Exportações do agro batem recorde de US$ 87 bilhões no 1º semestre de 2026

As exportações do agronegócio brasileiro chegaram a US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para o período. Segundo dados do Mapa (Ministério da...

Redação Agro7

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Exportações do agro batem recorde de US$ 87 bilhões no 1º semestre de 2026
LAVOURA DE SOJA NA REGIÃO DE BALSAS - PRODUTOR ELDER CREMOZINE

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As exportações do agronegócio brasileiro chegaram a US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para o período. Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o aumento do volume embarcado de diferentes produtos sustentou o resultado. Ainda assim, os preços internacionais de commodities como açúcar e café recuaram.

A China, por sua vez, manteve a liderança entre os compradores do agro brasileiro. O país respondeu por 35,1% das vendas externas, com US$ 30,5 bilhões em aquisições no semestre. Dessa forma, o valor cresceu 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na sequência, União Europeia e Estados Unidos completaram a lista dos principais mercados. Além disso, o recorde do semestre prolongou uma série de marcas alcançadas ao longo do ano. O agronegócio já havia registrado resultados históricos no primeiro trimestre, em abril e em maio de 2026.

Soja e carnes lideram a pauta

A soja em grãos permaneceu como o principal produto exportado. Ao todo, o Brasil embarcou o volume recorde de 69,6 milhões de toneladas, um avanço de 7,1% sobre o mesmo período de 2025.

Ao mesmo tempo, as proteínas animais também apresentaram resultados expressivos. A carne bovina in natura, por exemplo, alcançou máximas históricas. As vendas somaram US$ 9,1 bilhões, o que representa um salto de 38,5% no valor exportado. Enquanto isso, o volume chegou a 1,5 milhão de toneladas, com crescimento de 16,2%.

Já a carne de frango in natura movimentou US$ 5 bilhões, alta de 17,8% no valor. Além disso, o Brasil embarcou 2,5 milhões de toneladas, uma expansão de 13,7% na quantidade. Nesse cenário, Japão, União Europeia e China concentraram mais de 78% do avanço nas vendas dessa proteína.

Farelo, algodão e milho ficam entre os destaques

O farelo de soja também registrou resultado recorde. O valor exportado chegou a US$ 4,6 bilhões, alta de 14,8%, enquanto o volume atingiu 12,7 milhões de toneladas. Entre os compradores, o Irã foi o mercado que mais ampliou as aquisições do produto brasileiro, com crescimento de 571,3% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

Além disso, as exportações de algodão atingiram o maior valor da série histórica para o período, com US$ 2,8 bilhões. O resultado representa um avanço de 12,5% na receita e de 21,4% no volume. A China liderou as compras e, dessa maneira, ampliou suas aquisições em 160%.

Por fim, o milho completou a lista de destaques, impulsionado pelo aumento dos embarques para Vietnã e Egito. As vendas somaram US$ 1,7 bilhão, com alta de 20,6%.

Café, açúcar e celulose recuam

Apesar do desempenho positivo do setor, nem todos os produtos acompanharam o mesmo ritmo. As exportações de café verde, por exemplo, caíram nos principais mercados consumidores.

Da mesma forma, o açúcar bruto registrou queda de 24,5% na receita. O resultado refletiu a redução de 21,9% no preço médio internacional e uma leve diminuição no volume embarcado.

Já a celulose recuou 4% no valor exportado. Nesse caso, a menor quantidade comercializada provocou a queda, embora os preços médios tenham aumentado.

De modo geral, o primeiro semestre de 2026 apresentou recordes históricos de exportação para vários produtos do agronegócio. Portanto, os números reforçam a diversificação da pauta exportadora brasileira. Entre os itens que alcançaram marcas recordes estão soja em grãos, carnes bovina, suína e de frango, algodão, farelo de soja, bovinos vivos, café solúvel, DDG, arroz, mangas e óleo de milho.

(Com informações de BP Money)

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