Foto: Gaeco SC
Uma ofensiva de grande escala contra o tráfico de animais silvestre mobilizou autoridades na manhã desta terça-feira (03/03). A Operação Aruana, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, com apoio da 21ª Promotoria de Justiça de Joinville e da Polícia Militar Ambiental, cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão contra 39 investigados.
As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, foram executadas em cidades catarinenses e também no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia.
O foco da investigação é a atuação de uma organização criminosa envolvida em tráfico de animais silvestres, falsificação de documentos e outros crimes ambientais.
Até o início da tarde, o balanço parcial já indicava a apreensão de dezenas de animais, entre aves, primatas e répteis.
Em Santa Catarina, foram resgatados:
Em São Paulo:
No Paraná:
Na Bahia:
Os animais encontrados durante as diligências receberam atendimento imediato. Dois médicos-veterinários, disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, acompanharam a operação para orientar o manejo adequado e garantir proteção às espécies resgatadas.
As ações ocorreram em diversas cidades. Em Santa Catarina, houve cumprimento de mandados em municípios como Joinville, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú e Palhoça.
Em São Paulo, os alvos incluíram cidades como São Paulo, Guarulhos, Ribeirão Preto, Sorocaba e São Bernardo do Campo. Já no Paraná, as diligências ocorreram em Curitiba. Na Bahia, em Lauro de Freitas. No Rio Grande do Sul, em Pelotas e Glorinha.
Parte dos mandados resultou em prisões em flagrante, especialmente em Santa Catarina e São Paulo.
Todo o material recolhido — incluindo documentos e possíveis provas de comercialização ilegal — foi encaminhado à Polícia Científica para exames periciais. As evidências serão analisadas pelo GAECO para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e mapear a possível rede criminosa interestadual.
O processo tramita sob sigilo.
O nome da operação faz referência à palavra de origem tupi-guarani que significa “sentinela da natureza”. Derivado de “a’ruã”, termo associado à garça — ave típica de áreas alagadas —, o nome simboliza vigilância e proteção da biodiversidade, especialmente diante da ameaça do comércio ilegal de fauna silvestre.
Para o setor agropecuário, o combate ao tráfico de animais também é estratégico. Além de representar crime ambiental, a prática pode gerar riscos sanitários, desequilíbrios ecológicos e prejuízos à imagem do Brasil no comércio internacional.
A operação reforça o cerco às organizações que atuam à margem da lei e amplia o debate sobre rastreabilidade, fiscalização e responsabilidade na cadeia produtiva envolvendo animais.
Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
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