Foto: Simepar
Por Redação Agro7
Mal o solo começou a secar e o campo volta a ficar em alerta. O Simepar emitiu um novo aviso de tempestades severas para o Paraná, reacendendo o medo entre agricultores e criadores que ainda contabilizam os grandes prejuízos causados pelo granizo e ventos fortes do último fim de semana.
A partir desta quarta-feira (5), as condições atmosféricas voltam a ficar instáveis em boa parte do Estado. Segundo o Simepar, chuvas intensas, ventos acima de 70 km/h e queda de granizo devem atingir o Oeste, Sudoeste e Noroeste, avançando depois para outras regiões.
Nas regiões mais castigadas, lavouras de milho, trigo e hortaliças foram praticamente dizimadas pelo granizo gigante registrado entre sábado e domingo. Estufas desabaram, aviários ficaram sem energia elétrica e barracões ruíram com a força do vento. Em muitas propriedades, o prejuízo que resultou das tempestades ainda nem foi totalmente calculado.
“O milho estava quase no ponto de colheita, e agora só sobrou palha. É desolador”, lamenta um produtor de Campo Mourão, que prefere não se identificar.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, 36 municípios registraram ocorrências ligadas aos temporais, afetando cerca de 10 mil pessoas. O volume de chuva ultrapassou 130 milímetros em cidades como Santa Helena, e as rajadas de vento chegaram a 95 km/h em Cornélio Procópio.
O Simepar alerta que o tempo deve ficar ainda mais perigoso na sexta-feira (7), com a chegada de uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão, capaz de provocar chuvas volumosas, descargas elétricas e granizo.
A previsão preocupa principalmente agricultores em recuperação, que temem mais perdas nas lavouras e prejuízos estruturais em propriedades já fragilizadas.
Para amenizar os danos, o governo estadual liberou R$ 50 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinado ao apoio de municípios atingidos e à reconstrução de áreas rurais.
A Defesa Civil também enviou 6,8 mil telhas, cestas básicas e kits de higiene e dormitório, e mantém estoque de 100 mil telhas no Centro Logístico, em Curitiba.
Mesmo assim, o sentimento predominante no interior é de insegurança e apreensão. “O produtor olha pro céu e não sabe o que esperar. É um ciclo de destruição e reconstrução”, resume o engenheiro agrônomo Luiz Felipe Andrade, de Cascavel.
A Defesa Civil reforça que a população deve acompanhar os avisos meteorológicos oficiais e adotar medidas de segurança. Quem quiser receber alertas gratuitos pode enviar o CEP por SMS para o número 40199.
Durante as tempestades, a orientação é evitar áreas abertas, árvores, estruturas metálicas e redes elétricas, além de desligar equipamentos eletrônicos e proteger animais e insumos agrícolas.
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