Foto: Assessoria
Parece não haver mais cercas capazes de conter o avanço da Inteligência Artificial no agronegócio. Depois de transformar lavouras, máquinas e sistemas de gestão, agora é a vez da suinocultura entrar de vez na era digital. Um robô alimentador de suínos, equipado com IA, sensores e câmeras inteligentes, promete mudar a rotina das granjas — e será uma das atrações do pavilhão da pecuária no Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro.
Desenvolvido pela Roboagro, indústria de Caxias do Sul (RS), o equipamento vai demonstrar na prática como a tecnologia pode assumir uma das tarefas mais críticas da produção: a alimentação dos animais. O robô opera de forma totalmente automatizada e é controlado por aplicativo, permitindo ao produtor definir horários, volumes exatos de ração e acompanhar o desempenho do plantel em tempo real.
Segundo o médico-veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart, o grande diferencial do robô está na capacidade de evolução constante. “A tecnologia existe há alguns anos, mas vem sendo atualizada com a instalação de câmeras e sensores que medem a temperatura dos animais e do ambiente, além de estimar o peso individual de cada suíno”, explica.
Na prática, isso significa alimentação mais precisa, menos desperdício e decisões baseadas em dados — algo cada vez mais valioso em um cenário de custos elevados e margens apertadas.
O robô já está presente em propriedades integradas à Coopavel e os resultados chamam atenção. Para o gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, o impacto vai além dos números zootécnicos.
“Com o robô devidamente programado fazendo parte da operação, o produtor reduz a carga de trabalho diário e ganha tempo para gerir o negócio, planejar estratégias e buscar mais eficiência e rentabilidade”, destaca.
De acordo com técnicos da Roboagro, o uso do robô alimentador contribui para a redução de perdas de ração, otimização do tempo de trabalho, melhoria na conversão alimentar e maior bem-estar dos animais, já que a alimentação ocorre de forma regular e adequada às necessidades do plantel.
A tecnologia já conta com parcerias importantes, como a Embrapa Suínos e Aves, e vem sendo instalada em diversas regiões do Brasil e também em países da América Latina — um sinal claro de que o futuro da suinocultura passa, cada vez mais, pela automação inteligente.
No campo, o “novo funcionário” não pede folga, não erra na dosagem e trabalha 24 horas por dia. E, ao que tudo indica, veio para ficar.
(Com Show Rural)
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