Ocupação do MST em área do Incra eleva tensão em Fazenda no Paraná
Uma crise agrária ganhou novos contornos nesta semana na Fazenda Tiburi, localizada na Estrada Pinhalzinho, no município de Perobal, no noroeste do Paraná. Até o fim da tarde desta...

Uma crise agrária ganhou novos contornos nesta semana na Fazenda Tiburi, localizada na Estrada Pinhalzinho, no município de Perobal, no noroeste do Paraná. Até o fim da tarde desta sexta-feira (16), aproximadamente 150 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupavam uma área marginal da propriedade, ampliando o clima de tensão no local.
A Fazenda Tiburi possui 215 hectares reconhecidos judicialmente como de domínio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com o órgão federal, o imóvel está destinado à implantação de um projeto de assentamento rural, dentro do Programa Nacional de Reforma Agrária.
Apesar disso, até a publicação desta reportagem, duas famílias permaneciam de forma irregular na área, realizando o cultivo de mandioca, segundo informações oficiais.
Incra e Polícia Federal acompanharam notificação
Na quinta-feira (15), servidores do Incra estiveram na propriedade para notificar formalmente as famílias ocupantes, acompanhados por agentes da Polícia Federal (PF). Segundo o órgão, a presença da PF teve caráter exclusivamente administrativo, sem registro de confronto ou tentativa de remoção forçada naquele momento.
Entretanto, no fim da tarde de sexta-feira, novos grupos ingressaram na fazenda, com o objetivo de estruturar um acampamento dentro da área, ampliando a ocupação já existente. Até o fechamento desta matéria, nenhuma ação de desocupação havia sido realizada pelas autoridades.
MST não comenta e PM não se manifesta
Lideranças do MST não comentam a movimentação de seus integrantes na Fazenda Tiburi, cuja ocupação teve início no começo do mês.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) também foi questionada sobre eventual atuação preventiva para garantir a ordem pública e evitar crimes na região, mas não respondeu até o momento.
O que diz o Incra
Em nota oficial, o Incra reforçou que a Fazenda Tiburi é um imóvel rural “judicialmente reconhecido como de domínio do Incra” e que deverá receber um assentamento oficial.
O órgão classificou a atual ocupação como irregular, afirmando que os ocupantes “não possuem perfil para serem atendidos pela política pública de reforma agrária”. Ainda segundo o Incra, a situação segue sendo monitorada e medidas administrativas e legais de desocupação serão adotadas oportunamente, com o objetivo de permitir o avanço do processo de implantação do assentamento destinado a agricultores familiares com perfil
(Com informações Rudson de Souza- Jornal O Bendito)
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