Foto: Compagass
O Paraná tem se consolidado como referência nacional em iniciativas verdes voltadas ao transporte. A estratégia estadual busca acelerar a descarbonização tanto de veículos leves, por meio das eletrovias, quanto de cargas pesadas, com a substituição progressiva do diesel pelo biometano produzido no campo.
A rede de Corredores Rodoviários Sustentáveis, coordenada pela Superintendência de Energia (SUPEN), amplia a oferta de gás natural e biometano em rotas estratégicas. Em 2024, a Compagas inaugurou a primeira rota entre Londrina e Paranaguá, já com 13 postos preparados para caminhões, integrando o Paraná a estados vizinhos. Outra frente leva o biometano ao interior, onde há abundância de biomassa, mas ausência de gasodutos.
O combustível renovável é obtido a partir de resíduos agropecuários e pode reduzir em até 60% o custo do quilômetro rodado. Programas como o RenovaPR incentivam a implantação de biodigestores, transformando dejetos em energia limpa e em ativo econômico para produtores. “O grande mercado é a substituição do diesel. Até 2035, o Paraná poderá substituir cerca de 15% do consumo estadual”, projeta Herlon Almeida, coordenador do programa.
Exemplos já em operação reforçam o potencial. A cooperativa Primato, em Toledo, abastece sua frota com biometano e reduziu custos em até 35%. A empresa Potencial, na Lapa, investe R$ 200 milhões para ampliar a oferta de gás e biodiesel. Além disso, o governo estadual firmou parceria com a Fetranspar para estimular transportadoras a migrarem para veículos híbridos ou movidos integralmente a gás.
Paralelamente, o Paraná fortalece sua infraestrutura de eletrovias. A Copel administra 12 pontos de recarga ao longo da BR-277 e BR-376, formando uma rota de 730 km entre Paranaguá e Foz do Iguaçu. Em 2025, os eletropostos registraram quase 24 mil recargas, acompanhando o crescimento de 26% nas vendas de veículos eletrificados no país.
Com investimentos em biometano, biodiesel, etanol e eletrificação, o Estado aposta em uma matriz energética diversificada, capaz de reduzir emissões, gerar empregos e ampliar a competitividade da agroindústria paranaense no mercado internacional.
(Com informações de AEN/PR)
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