Foto: Redes Sociais
Um agricultor de 48 anos morreu após ser atingido por disparos durante uma operação da Brigada Militar em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A ação teve como base informações obtidas após a prisão de suspeitos no Oeste do Paraná. O governo do RS determinou rigorosa apuração do caso, e 18 policiais envolvidos foram afastados.
A morte do produtor rural Marcos Nörnberg, de 48 anos, durante uma operação policial da Brigada Militar (BM) no Rio Grande do Sul, gerou comoção no meio rural, revolta entre familiares e abriu um debate nacional sobre abordagens policiais em áreas agrícolas. O caso, ocorrido na zona rural de Pelotas (RS), tem ligação direta com o Oeste do Paraná, região estratégica do agronegócio brasileiro.
Marcos foi morto a tiros dentro da própria casa, na madrugada de quinta-feira (15), ao sair para verificar uma movimentação suspeita no pátio da propriedade onde vivia com a esposa. Segundo familiares, ele acreditava que poderia se tratar de criminosos e jamais imaginou que era uma ação policial.
“Não perdemos só um pai. A comunidade perdeu um agricultor ativo, um amigo. É uma sensação de derrota”, afirmou o enteado Rodrigo MottaO que o Oeste do Paraná tem a ver com o caso
A operação que terminou na morte do agricultor teve início no município de Guaíra (PR), no Oeste do Paraná, onde dois suspeitos de um roubo ocorrido em Pelotas foram presos pela Polícia Militar paranaense apenas quatro horas antes da ação fatal.
De acordo com o comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli, as informações fornecidas pelos presos em Guaíra apontavam que integrantes de uma facção criminosa estariam escondidos em uma propriedade rural no sul gaúcho. A denúncia, considerada “rica em detalhes”, levou à mobilização de 18 policiais e várias viaturas para a abordagem.
O problema: as informações estavam erradas. No local, não havia criminosos, mas sim um produtor rural conhecido na comunidade, que cultivava morango e milho doce e havia se mudado para o interior em busca de tranquilidade.
“Grande equívoco”, admite comando da Brigada Militar
Após a repercussão do caso, o próprio comandante da BM reconheceu que houve um “grande equívoco” na ação. Todos os 18 policiais envolvidos foram afastados, e as armas utilizadas na operação foram apreendidas.
A Polícia Civil do RS abriu inquérito paralelo e afirmou que não tinha conhecimento prévio da operação, classificando o número de agentes mobilizados como “incomum” para a situação.
A esposa de Marcos, Raquel Nörnberg, contesta a versão policial de que houve confronto:
“Ele não saiu atirando. Ele foi alvejado dentro da nossa casa.”
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou publicamente e pediu apuração rigorosa da conduta policial.
“O Rio Grande do Sul tem uma polícia bem preparada, mas não é imune a erros. O importante é que haja sempre uma corregedoria forte para investigar”, afirmou.
A Corregedoria-Geral da Brigada Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar responsabilidades.Enquanto investigações seguem em andamento, a família e a comunidade rural cobram justiça — e o setor agro acompanha com atenção um episódio que expõe os riscos enfrentados por quem vive e produz no campo.
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