Agricultura

Portos registram salto superior a 300% na movimentação de cevada e malte

Os Portos do Paraná movimentaram quase quatro vezes mais cevada e malte na importação neste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. As duas commodities são amplamente utilizadas pela indústria cervejeira, setor em que o Paraná se destaca como um dos maiores produtores por hectolitro da América do Sul.

A cevada, principal matéria-prima da cerveja tradicional, registrou crescimento de 364% na movimentação pelos portos paranaenses. O volume passou de 26.412 toneladas, em 2024, para 122.523 toneladas, em 2025. Além da produção de malte, o cereal também é utilizado na alimentação humana e na fabricação de ração animal.

“O Paraná é o principal destino da cevada importada e ocupa o terceiro lugar na importação de malte, atrás apenas da Bahia e de São Paulo. É uma honra poder colaborar com o crescimento deste setor econômico do nosso Estado”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, destaca que o Estado se consolidou como um polo estratégico para o segmento, resultado da construção de um ambiente de negócios favorável. “Programas como o Paraná Competitivo atraíram empresas e potencializaram a produção da bebida no Estado, alcançando uma média de quase oito milhões de litros por ano. Por isso o Paraná se tornou referência no Brasil”, afirmou.

Apesar de o Paraná ser o maior produtor de cevada do Brasil, a demanda interna é elevada. “Seguimos operando com eficiência para garantir a chegada das cargas com alta qualidade”, ressaltou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Já o malte, produto resultante do processamento de cereais, apresentou crescimento de 383% na importação em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O volume passou de 5.999 toneladas para 28.952 toneladas. Trata-se do segundo ingrediente mais importante na produção da cerveja — atrás apenas da água —, sendo responsável pelo teor de açúcar e de álcool da bebida.

Segundo o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, a tendência é de continuidade no crescimento do setor ao longo do ano. “O ano 2026 será marcado por temperaturas elevadas, pouca chuva e diversos feriados. Esses fatores devem impulsionar o setor cervejeiro, o que é muito importante para o Paraná”, afirmou.

POLO CERVEJEIRO – De acordo com dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2024 o Paraná contava com 174 cervejarias registradas, número 3% superior ao do ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor investiu cerca de R$ 5 bilhões na fabricação da bebida, na aquisição de insumos, na modernização dos processos produtivos e na produção de embalagens.

RECORDE EM JANEIRO – A movimentação geral de cargas nos portos paranaenses em janeiro atingiu 5.288.747 toneladas, configurando o melhor resultado já registrado para o mês. O recorde anterior havia sido em janeiro do ano passado, com 4.708.203 toneladas — crescimento de 12,3%.

Os portos paranaenses mantêm uma sequência histórica de resultados. Em 2025, registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros: alta de 10,1% em relação ao ano anterior. A movimentação da Portos do Paraná passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas em 2025, considerando exportações e importações.

A produtividade também se refletiu no Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá, que bateu recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões — 29,5% a mais que em 2024 (392.214). O espaço, com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais.

(Com informações de AEN/PR)

Redação Agro7

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