Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O projeto Mulheres do Café do Norte Pioneiro abrange mais de 250 produtoras distribuídas em 14 grupos no Norte Pioneiro: Curiúva, Figueira, Ibaiti, Japira, Jaboti, Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos, Salto do Itararé, Joaquim Távora, Carlópolis, São Jerônimo da Serra, Ribeirão do Pinhal e Nova Fátima. Quatro municípios do Vale do Ivaí também têm cafeicultoras: Grandes Rios, Lidianópolis, Jardim Alegre e Ivaiporã.
“É um projeto muito bonito, quase artesanal, que faz o Paraná ser referência na qualidade do café”, explicou o governador.
Para Cíntia Mara Lopes de Souza, economista doméstica do IDR-Paraná de Pinhalão e coordenadora do projeto, a iniciativa foi responsável por proporcionar visibilidade ao trabalho que as mulheres já realizavam. “Elas conquistaram o reconhecimento da sua importância para a cafeicultura não só entre os familiares, como também junto aos segmentos que comercializam café”.
O desafio, atualmente, é atender à alta demanda por cafés especiais produzidos no Norte Pioneiro. “A visibilidade e a qualidade chegaram antes do que a quantidade. Com reconhecimento nacional e internacional, nós não estamos produzindo o suficiente para atender o mercado”, explicou Cíntia.
MULHERES DO CAFÉ DO NORTE PIONEIRO – Desenvolvida pelo IDR-Paraná em parceria com prefeituras, a iniciativa nasceu em maio de 2013 para estimular a produção de cafés especiais, que possuem maior valor comercial, e o protagonismo feminino. Técnicos e agrônomos oferecem assistência técnica completa, desde a adubação até a colheita, enquanto profissionais da área social trabalham o desenvolvimento pessoal das cafeicultoras.
Em 2019, o grupo formalizou a Amucafé. Hoje, com 100 associadas, a instituição possui uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná pelo trabalho que desenvolve e o impacto na divulgação dos cafés paranaenses.
Hoje, o projeto é apresentado em eventos em todo o país como modelo de sucesso. “É uma metodologia feita pelo IDR-Paraná para atender exclusivamente as produtoras e pode ser aplicada em outros setores ou outras áreas produtivas, como a agroindustrialização. Queremos gerar renda para as famílias, para que elas permaneçam na agricultura com qualidade de vida. Esse é o foco da extensão rural hoje no Paraná”, ressaltou Cíntia.
(Com informações de AEN/PR)
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