Segurança

Força-tarefa cumpre 65 mandados e mira rede de tráfico de animais

Uma ofensiva de grande escala contra o tráfico de animais silvestre mobilizou autoridades na manhã desta terça-feira (03/03). A Operação Aruana, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, com apoio da 21ª Promotoria de Justiça de Joinville e da Polícia Militar Ambiental, cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão contra 39 investigados.

As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, foram executadas em cidades catarinenses e também no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia.

O foco da investigação é a atuação de uma organização criminosa envolvida em tráfico de animais silvestres, falsificação de documentos e outros crimes ambientais.

Animais apreendidos chamam atenção

Até o início da tarde, o balanço parcial já indicava a apreensão de dezenas de animais, entre aves, primatas e répteis.

Em Santa Catarina, foram resgatados:

  • 1 macaco-de-cheiro
  • 4 quelônios
  • 4 emus
  • 72 aves (como araras, tico-ticos, sabiás e canários)

Em São Paulo:

  • 63 aves
  • 1 macaco-prego
  • 9 cães

No Paraná:

  • 1 macaco
  • 4 aves

Na Bahia:

  • 7 aves

Os animais encontrados durante as diligências receberam atendimento imediato. Dois médicos-veterinários, disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, acompanharam a operação para orientar o manejo adequado e garantir proteção às espécies resgatadas.

Atuação em diversos municípios

As ações ocorreram em diversas cidades. Em Santa Catarina, houve cumprimento de mandados em municípios como Joinville, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú e Palhoça.

Em São Paulo, os alvos incluíram cidades como São Paulo, Guarulhos, Ribeirão Preto, Sorocaba e São Bernardo do Campo. Já no Paraná, as diligências ocorreram em Curitiba. Na Bahia, em Lauro de Freitas. No Rio Grande do Sul, em Pelotas e Glorinha.

Parte dos mandados resultou em prisões em flagrante, especialmente em Santa Catarina e São Paulo.

Material apreendido será periciado

Todo o material recolhido — incluindo documentos e possíveis provas de comercialização ilegal — foi encaminhado à Polícia Científica para exames periciais. As evidências serão analisadas pelo GAECO para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e mapear a possível rede criminosa interestadual.

O processo tramita sob sigilo.

Por que “Aruana”?

O nome da operação faz referência à palavra de origem tupi-guarani que significa “sentinela da natureza”. Derivado de “a’ruã”, termo associado à garça — ave típica de áreas alagadas —, o nome simboliza vigilância e proteção da biodiversidade, especialmente diante da ameaça do comércio ilegal de fauna silvestre.

Impacto para o agro e o meio ambiente

Para o setor agropecuário, o combate ao tráfico de animais também é estratégico. Além de representar crime ambiental, a prática pode gerar riscos sanitários, desequilíbrios ecológicos e prejuízos à imagem do Brasil no comércio internacional.

A operação reforça o cerco às organizações que atuam à margem da lei e amplia o debate sobre rastreabilidade, fiscalização e responsabilidade na cadeia produtiva envolvendo animais.

Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

Redação Agro7

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