Foto: © MST/Divulgação
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram, desde o último sábado (8), ocupações de propriedades rurais em ao menos sete estados brasileiros. A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do MST, que também inclui marchas, bloqueios de rodovias e atos públicos em diferentes regiões do país.
Segundo o movimento, nove áreas classificadas como latifúndios foram ocupadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins. De acordo com o MST, as propriedades teriam histórico de irregularidades, como denúncias de trabalho análogo à escravidão, grilagem de terras ou danos ambientais.
Ayala Ferreira, integrante da coordenação nacional do movimento, afirmou que as ações buscam chamar atenção para a necessidade de reforma agrária e para o combate à violência contra as mulheres.
“A jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latifúndio e também enfrentando essa escalada de violência contra as mulheres, legitimada muito por esse discurso conservador e pelo avanço da extrema direita em nossa sociedade”, disse.
Além das ocupações, o movimento informou que as atividades ocorreram em 13 estados e 23 municípios, com atos públicos, bloqueios de estradas e encontros de formação política com organizações urbanas e rurais.
“Nós estamos, nesse exato momento, em processos de ocupação de latifúndios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de diálogo e de formação com outras companheiras e companheiros de outros movimentos”, acrescentou Ferreira.
Por outro lado, representantes do setor do agronegócio e de proprietários rurais criticaram as ocupações. Entidades ligadas à produção agrícola argumentam que as invasões geram insegurança jurídica no campo e defendem que eventuais irregularidades em propriedades devem ser investigadas e resolvidas pelas autoridades competentes, e não por meio de ocupações.
Alguns proprietários também afirmam que as áreas são produtivas e que contestam as acusações feitas pelo movimento. Eles defendem que conflitos fundiários devem ser tratados dentro da legislação vigente, com atuação do Poder Judiciário e dos órgãos de fiscalização.
Especialistas em questões agrárias apontam que conflitos envolvendo terra no Brasil têm raízes históricas e costumam envolver disputas sobre produtividade, regularização fundiária e direitos sociais. A Constituição prevê a desapropriação de propriedades rurais consideradas improdutivas para fins de reforma agrária, processo que depende de avaliação técnica e decisão do governo federal.
Até o momento, órgãos federais responsáveis pela política agrária não haviam divulgado balanço oficial sobre as ocupações ou eventuais medidas relacionadas às áreas citadas pelo movimento.
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