Foto: Assessoria
Antes que os portões se abram e o público chegue, o Show Rural Coopavel já pulsa. Ele respira em silêncio, brota em cores e se revela nos detalhes cuidadosamente desenhados por mãos que, ano após ano, transformam o parque em uma obra de arte viva. Na 38ª edição de um dos três maiores eventos técnicos do agronegócio mundial, o paisagismo volta a ser muito mais do que cenário: é narrativa, identidade e emoção.
Por trás dos tapetes floridos que encantam visitantes do Brasil e do exterior, há histórias de dedicação diária, de olhares atentos e de um trabalho que começa muito antes de fevereiro chegar. Ao longo do ano, 320 mil mudas são cultivadas, cuidadas e preparadas com zelo quase artesanal para que, durante os cinco dias da feira, estejam no auge de sua beleza. Cada flor tem seu tempo, cada canteiro sua intenção, cada desenho seu significado.
Os canteiros não surgem por acaso. Eles nascem do estudo técnico, da sensibilidade estética e de uma escuta atenta da natureza. Formas geométricas, cores vibrantes e figuras simbólicas se entrelaçam para criar ambientes que informam, provocam reflexão e despertam consciência ambiental. É paisagismo que fala — sem dizer uma palavra.
Um dos pontos mais emblemáticos desta edição floresce diante da caixa d’água do parque. Ali, o paisagismo ganha contornos educativos ao representar os continentes e o percentual de áreas florestais preservadas em cada um deles. A América do Sul se destaca, especialmente o Brasil, evidenciado por manter cerca de 60% de seu território preservado. Entre flores e formas, o recado é claro: produção e conservação podem — e devem — caminhar juntas.
Essa harmonia não acontece por acaso. Há anos, o trabalho é conduzido pela sintonia precisa dos engenheiros agrônomos Vania Baratto e Silvestre Pietroski, monitores de paisagismo do Show Rural. Eles conhecem cada curva do parque, cada resposta das plantas ao sol, à chuva e ao tempo. Mais do que coordenadores, são guardiões de um projeto que se reinventa a cada edição sem perder sua essência.
“O paisagismo do Show Rural é resultado de conhecimento, experiência e sensibilidade”, resume o coordenador-geral do evento, Rogério Rizzardi. “Somos muito gratos à Vania, ao Silvestre e a toda a equipe que, todos os anos, se supera para entregar um parque que encanta e acolhe.”
A diversidade de espécies ajuda a contar essa história em cores. Sálvias vermelhas e azuis, dálias, zínias, torrenias, vincas, tagetes em tons de laranja e amarelo, sumpatins e petúnias compõem o espetáculo floral, escolhidas por sua adaptação ao clima e pela força estética. Somam-se a elas cerca de mil plantas perenes e 800 vasos ornamentais, que garantem equilíbrio visual e durabilidade ao projeto.
Nos bastidores, uma equipe de colaboradores trabalha incansavelmente — do cultivo das mudas ao plantio, da manutenção diária ao cuidado final que passa quase despercebido aos olhos do público. São eles que regam, podam, ajustam e preservam cada detalhe, mesmo quando o parque ainda dorme ou quando os visitantes já se foram.
O resultado é um espaço que acolhe, inspira e emociona. Um parque que floresce tecnologia, sustentabilidade e beleza em perfeita sintonia. No Show Rural Coopavel, o paisagismo não apenas embeleza: ele revela que o agro também se expressa pela arte, pelo cuidado e pelo respeito à terra.
Porque, ali, cada flor carrega uma história — e cada história nasce do trabalho silencioso de quem faz o Show Rural florescer.
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