Jaguá Frangos. Jaguapitã 04/2021. Foto: Ari Dias/AEN
As empresas do Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros nos últimos sete anos – de R$ 314 bilhões em 2018 para R$ 978 bilhões em 2025. É o que aponta uma análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que avalia que os investimentos em infraestrutura como um fator determinantes nesse aumento.
Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério da Fazenda, que disponibiliza as estatísticas com base na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-es).
São Paulo lidera a lista de maiores compradores de mercadorias produzidas por empresas instaladas no Paraná, com R$ 322 bilhões em produtos adquiridos apenas em 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com R$ 197 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 82 bilhões.
O avanço é puxado tanto pelo crescimento da atividade econômica quanto pelos investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram o escoamento da produção e a conexão com outros mercados. Nos últimos anos, o Estado avançou na duplicação e modernização de rodovias estratégicas com investimentos próprios, além de estruturar o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina.
Também houve mudanças estruturais em outros modais. Os aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu foram concedidos à iniciativa privada, ampliando a capacidade e a eficiência do transporte aéreo.
Outro fator preponderante é tributário. Empresas paranaenses do Simples Nacional tem a menor carga tributária do Brasil, com uma alíquota efetiva média do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 2,39%, valor abaixo da média nacional, que é de 2,81%. A Secretaria da Fazenda também tem regras que modificam a base de cálculo para apoiar negócios em operações interestaduais.
Outros benefícios envolvem o agronegócio. O Paraná é o único estado com isenção total (100%) para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos, o que ajuda na competitividade de preços, e incluiu a produção de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções em 2025 para fomentar a produção artesanal.
(Com informações de AEN/PR)
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