Imagem: Grupo Texto
O clima tem sido o principal termômetro da safra de algodão 2025/2026. De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as condições climáticas adequadas nos Cerrados têm beneficiado o estabelecimento da cultura. No entanto, o excesso de chuvas em algumas regiões tem favorecido o aumento de doenças fúngicas, exigindo maior atenção por parte do produtor.
Na Bahia, principal estado produtor de algodão da região do MATOPIBA, a Conab destaca que as chuvas da primeira quinzena de abril foram bem distribuídas e contribuíram para o bom estabelecimento e desenvolvimento do algodão. Porém, a incidência de bicudo e mosca-branca tem exigido mais atenção dos produtores. Por outro lado, a companhia também aponta que, no Maranhão, o volume excessivo de chuvas em certas regiões tem demandado mais atenção do produtor para reforçar o controle contra doenças fúngicas, com aplicações mais frequentes de fungicidas para controlar o problema logo no início.
“Na prática, o produtor precisa estar mais presente no dia a dia da lavoura e ficar atento aos primeiros sinais das doenças para evitar que o problema se espalhe”, destaca Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada de ponta a ponta para grandes agricultores do Cerrado.
Em outras regiões do MATOPIBA, a situação é mais tranquila. No Tocantins, as lavouras seguem, em geral, com boa sanidade. No Piauí, o desenvolvimento também é considerado positivo, sem registro de perdas importantes por doenças.
“monitoramento e o manejo integrado de pragas são os principais artifícios para o manejo, assim como o uso de fungicidas eficazes. Também é importante ajustar o espaçamento das plantas para melhorar a circulação de ar e diminuir a umidade. Em áreas mais críticas, investir em drenagem e planejar bem o calendário de aplicações faz diferença”, explica o gerente da ORÍGEO.
Bruno alerta que “quem acompanha de perto a lavoura e age rápido consegue segurar melhor as doenças e evitar perdas”. Segundo ele, o aumento das chuvas e da umidade tem colocado o produtor de algodão em posição mais delicada nesta safra, exigindo planejamento.”
(Com informações de Assessoria)
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