Foto: Banco de imagens / Reprodução
A presença de piranhas-amarelas (Serrasalmus maculatus), conhecidas popularmente como palometas, foi registrada em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul. Considerada uma espécie exótica invasora na região, o avanço desses peixes em rios e lagoas locais acende um alerta sobre possíveis impactos ambientais, prejuízos à pesca e até riscos ocasionais a banhistas.
O registro mais recente foi feito por um pescador no Arroio Pelotas. O flagrante chamou a atenção de pesquisadores e reforça a percepção de que a espécie tem ampliado sua área de ocorrência no sul do estado.
De acordo com especialistas, a palometa é nativa da bacia do Rio Uruguai, localizada no oeste do Rio Grande do Sul. Por isso, sua presença em bacias hidrográficas da região sul é considerada resultado de processos de dispersão, especialmente após eventos climáticos extremos.
Segundo o oceanólogo Ricardo Berteaux Robaldo, do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), as enchentes registradas recentemente podem ter facilitado o deslocamento da espécie.
“Durante grandes cheias, diferentes bacias hidrográficas acabam se conectando temporariamente. Isso permite que espécies tenham acesso a regiões onde naturalmente não ocorreriam”, explica.
Além do impacto ambiental, a presença das piranhas também preocupa pescadores da região. As mordidas da espécie podem danificar redes e outros equipamentos utilizados na atividade, gerando prejuízos e dificultando a captura de outras espécies.
Outro efeito apontado é o possível afastamento de peixes que normalmente são alvo da pesca artesanal, o que pode reduzir a produtividade em algumas áreas.
Em relação aos riscos à população, especialistas ressaltam que ataques de piranhas a banhistas são considerados raros. Mesmo assim, a recomendação é redobrar a atenção em locais onde a presença da espécie for confirmada, especialmente em períodos de baixa oferta de alimento para os peixes.
Pesquisadores seguem monitorando a situação para avaliar o avanço da espécie e seus impactos nos ecossistemas aquáticos da região. A identificação precoce e o acompanhamento científico são considerados fundamentais para orientar possíveis medidas de manejo e evitar desequilíbrios ambientais.
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