Foto: Arnaldo Alves - SECS
O campo paranaense passa por um momento de ajustes, com sinais positivos principalmente para o setor leiteiro. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), os preços do leite no mercado subiram, o que deve refletir, em breve, em melhor remuneração ao produtor.
Nos supermercados, o leite longa vida ficou 17% mais caro, enquanto o leite em pó teve alta de 8,8%. Em média, o litro está sendo vendido a R$ 4,52. Apesar disso, o repasse ao produtor ainda não aconteceu totalmente.
Segundo o analista do Deral, Thiago De Marchi, existe um intervalo entre a alta no varejo e o pagamento no campo. Isso ocorre por causa dos prazos praticados pela indústria. A expectativa, porém, é positiva: o produtor deve receber mais pelo litro de leite nos próximos meses.
O setor de proteínas animais continua forte no Paraná. A suinocultura é um dos destaques: nos últimos dez anos, a produção de carne suína cresceu 57,7%, chegando a 1,23 milhão de toneladas em 2025. O avanço não veio apenas do aumento do rebanho, mas também de maior eficiência, com animais mais pesados no abate.
Já no mercado externo, a carne de frango mantém bom desempenho. O Paraná lidera as exportações brasileiras e respondeu por 42,9% do volume vendido pelo país no primeiro bimestre de 2026, que gerou US$ 1,788 bilhão — alta de 7,7%.
O setor de perus também surpreendeu, com aumento de 107,6% na receita, impulsionado pela valorização do preço da carne.
A produção de cebola mostra como a tecnologia pode aumentar a produtividade no campo. Mesmo com redução de 12,8% na área plantada desde 2015, o Brasil colheu 16,1% mais em 2024.
No Paraná, os preços reagiram rápido. O valor pago ao produtor subiu de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março — alta de 44,9%. Para o consumidor, o aumento também foi sentido, com a cebola passando de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg em menos de um mês.
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 está praticamente concluído, cobrindo 99% da área prevista. A maior parte das lavouras está em boas condições, mas o clima de março acendeu um alerta.
Chuvas irregulares e ondas de calor prejudicaram parte das plantações. Cerca de 9% das áreas apresentam problemas, o que pode reduzir a produção final.
Mesmo com preços mais baixos — cerca de 21% menores que no início de 2025 —, a mandioca deve crescer no Paraná. A expectativa é de aumento de 6% na área colhida em 2026, com produção acima de 4 milhões de toneladas.
Para enfrentar margens apertadas, muitos produtores estão adotando uma estratégia: manter a lavoura por mais tempo, buscando maior produtividade em um segundo ciclo.
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